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Duas semanas antes do bombardeio de Hiroshima, dois meninos estavam brincando perto de uma frágil estátua de pedra. Enquanto jogava bola, um deles foi descuidado e atirou sua bola na estátua, quebrando-a no meio e em milhões de pedacinhos. Os meninos, com muito medo de serem torturados, saíram correndo deixando sua bola para trás.

Os moradores, duas semanas depois, foram visitar a estátua e a encontraram quebrada. Quando iriam sair, ouviram um estrondoso barulho. Tentaram correr, mais era muito tarde. A radiação se espalhava e tudo que eles podiam fazer era ficar ali.

Enquanto trocavam suas últimas palavras, um homem de cabelos lilás andava sem preocupação alguma pela radiação. Vendo o povo surpreso por sua calma, sorriu e chegou perto da estátua. Lambeu sua mão e passou nos cacos da estátua, que colou instantaneamente, e lá começou a meditar. Vendo as pessoas com medo, começou a cantar canções infantis para acalmar todos. De repente, o barulho parou e os americanos tinham ido embora. Visto isso, o homem de cabelos lilás saiu sorridente, puxando cada um pela mão.


Depois desse acontecimento, o governo japonês ficou louco. Encontraram pedaços dessa mesma estátua em outra cidade, Nagasaki. Achavam que era um espião americano, um informante, algo assim. Falavam em capturá-lo, em estudá-lo. E o único jeito de saber era quebrando a estátua de novo.

1 dia depois do acontecido, os americanos bombardearam Nagasaki, aonde a estátua agora estava. Vários refugiados estavam perto da estátua, dizendo suas últimas palavras. E mais uma vez, o homem sorridente chegou. Mas dessa vez ele não estava tão sorridente.

"Deixem a nossa estátua em paz, por favor", dizia ele num japonês fluente. "Se nossa estátua ficar bem, vocês e nós também ficaremos."

Então, o homem de cabelos lilás lambeu o dedo e encostou num pedaço da estátua. Ele colou aquele único caco que sobrou e meditou.

Perguntaram a ele qual era o seu nome. 

"Nós somos Yuuma", ele dizia. "Nós temos a paz."

Logo, o bombardeamento parou e os americanos sumiram de novo. E ele pegou cada um pela mão e saiu de lá. Um mês depois, a Segunda Guerra Mundial havia acabado. Mas o homem nunca mais foi visto.


A estátua era uma estátua construída em homenagem a um garoto que tinha desaparecido de casa a algum tempo e que era o queridinho de lá: Hitoshi Akihabara. Quem construiu essa estátua foi sua irmã, Atsuko Akihabara, em homenagem a ele.

Após esses dois eventos, o homem passou a ser tratado como um espírito bondoso que ajudava o Japão, e sua estátua devia ser preservada. Até hoje, o nome "yuuma" significa vitória, mesmo que os japoneses não tenham ganhado a guerra.

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